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quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Carro de Mão Agueiro da Borborema - Uma engenhoca nascida da falta de animais de tração ( parte 1 )


Um dos raros carros ainda em uso, num flagrante fotográfico próximo a Feira Central de Campina Grande


Desta vez o post não se trata de um veículo motorizado, mas, de um veículo de propulsão humana que foi muito popular entre os feirantes, pequenos produtores rurais, comerciantes e artesãos na utilização de pequenos carretos em algumas regiões nordestinas; um carro de mão artesanal, típico do Nordeste que, pelo menos até década de 1980, teve grande importância em cidades do interior nordestino, com destaque para a cidade de Campina Grande na paraíba, onde a presença desses carrinhos em ruas e feiras era facilmente percebida. 


domingo, 22 de julho de 2012

VW EA-48 - primeiras linhas do fantástico Gol L traçadas em 1955

EA-48  protótipo da VW que antecipou tendências, mas não entrou em produção
Enquanto o meu maravilhoso Gol L vai sendo arrumado, vou colecionando informações sobre o modelo.
Impressionante é um carro tão equilibrado, inigualável no prazer de dirigir, robusto e acessível possa ter sido descontinuado com tão pouco tempo de produção. Mesmo estando muito próximo na dirigibilidade, os com motores de 1600 cc - também refrigerados a ar - perdem em suavidade. Os com motor AP então só conseguem maior velocidade máxima e aceleração, de resto levam um banho do Gol L.

Os amantes do Subaru, exaltadores das qualidades em superar curvas dessas carrinhas sem graça, deveriam,  ao menos uma vez na vida,  dirigir o melhor de todos os carros nacionais em todos os tempos nesse quesito, claro o Gol L. Só assim,  Descobririam que a receita original produziu um carro bem melhor e mais barato que suas imitações desengonçadas.

Bem, melhor voltar às novas informações sobre o Gol L senão o post vai se tornar quilométrico. Pois bem, outro dia encontrei no blog do Flávio Gomes um post sobre um dos modelos natimortos da Volkswagen. O EA-48, esse nome esquisito na verdade é um código de projeto, deve-se ao fato do carro só ter existido como protótipo.
Só esta semana acessei na Internet a matéria na revista da Volkswagen falando desse modelo que apesar de não ter entrado em produção deixou soluções que tiveram impacto indiscutível na segunda fase tecnológica da Volkswagen ou seja o fim da produção exclusiva do Fusca e seus derivados.
O texto está numa revista online em alemão "Volkswagen Classic" no endereço http://www.volkswagen-classic.de/366 . A matéria traz a história do desenvolvimento desse carrinho e a narrativa tem o aval de um dos pais no projeto o Gustav Mayer, atualmente um senhor de 86 anos - o mesmo que aparece na foto de abertura e acompanha o protótipo em outras tantas na matéria da revista, replicadas aqui.

A projeto EA-48 iniciou-se em 1953 a partir da idéia de se produzir um novo carro além do Sedan (Fusca). O engenheiro  Heinrich Seibt foi trazido de outro fabricante alemão de veículos da época a Gutbrod para desenvolver o projeto. No mesmo ano o engenheiro Gustav Mayer foi trazido da Ford de Colônia.

A proposta era de um carro mais barato que o Fusca que diversificasse a linha. Até então os únicos modelos fabricados pela Volkswagen eram o Sedan (início da produção comercial em 1946) e a Kombi (lançada em 1950), esta última um derivado do primeiro.  Lembremos que a Volksvagen era uma grande fábrica que havia nascido de uma vontade megalomânica de um ditador de criar um carro popular na alemanha que motorizasse toda uma população empobrecida. Um complexo industrial construído junto com uma cidade a partir do zero em função de um único modelo de veículo que atendesse um anseio de motorização barata e eficiente do homem comum europeu.


sábado, 5 de maio de 2012

Gol L, 1980, no caminho




O projeto da réplica do Fiat 1899 continua firme como intenção, mas sua construção sofreu uma pausa por tempo indeterminado. Tenho um novo divertimento agora.
Há quase quatro anos fiquei sem carro antigo quando vendi o Fusca 1300 L, ano 1976. Fiquei inquieto desde a venda, em 2008. A inquietação passou a ser maior quando passei a frequentar os encontros do Clube do Fusca  do Rio Grande do Norte, todas as quintas-feiras a noite.

Bem, em março encontrei pela Internet um Gol L, motor 1300 a gasolina, refrigerado a ar, ano 1980 a venda em São Carlos-SP. Fechei negócio, pois é um modelo que sempre desejei. Um tanto difícil de encontrar com as características originais. Identifico dois motivos para isso:

  • A versão só foi ofertada por pouco mais de um ano, sendo vendidas poucas unidades, por volta de sessenta mil - número estimado e não muito seguro.

  • Muitos desses carros com o tempo, na mão de seus proprietários, tiveram seus motores substituídos pelo motor 1600, também refrigerado a ar, que passou a equipar os modelos seguintes. Outros sofreram mudanças mais radicais tendo seu trem de força  substituído pelo do Passat.

sábado, 3 de setembro de 2011

DKW - a Pequena Maravilha e os créditos pelo destacado "3=6"


Interessante como o 3=6 ostentado pelos veículos DKW - As Pequenas Maravilhas - é sempre motivo de indagações para quem aprecia o carro mas não conhece bem suas características mecânicas ou de sua história. Realmente deve ser intrigante essa relação de "igualdade" à maioria dos olhos desses admiradores.

A resposta está na ponta da língua de qualquer aficionado pela marca DKW; Por ter motor de dois tempos seus três cilindros, em teoria, equivalem a um motor de seis a quatro tempos. Isso, porque para um mesmo número de voltas, o de dois tempos produz número de explosões ou "tempos motor" em dobro. Assim cada cilindro do motor de dois tempos produziria o dobro em potência e torque em relação ao de quatro com mesmo deslocamento por cilindro. Por diversas razões sabemos que essa relação não é tão redonda, mas a vantagem para o de dois tempos é inegável. Dimensionar um valor para essa relação, acho muito arriscado, pois haveria de considerarmos muitas variáveis. Exemplo é que os modernos motores de 1000cm³ de três cilindros atuais  conseguem bem mais potência e até um pouco mais torque máximos que nossos bravos DKW. Claro que estou falando numa comparação que evidencia uma vantagem de 50 anos de evolução para o de quatro tempos e que incluem o embarque de muita eletrônica e a sensível evolução das características da gasolina atualmente disponível. O que torna a comparação por demais injusta.

Por falar em injustiça, algo que me incomoda é  que enquanto o Otto ficou bastante conhecido como inventor do motor de quatro tempos e, Diesel pelo motor que leva seu nome, quase não se fala nos inventores do motor dois tempos. Pior, muitas vezes a invenção dos motores de dois tempos como conhecemos é creditada a outros inventores como Lenoir e Nikolas Otto que desenvolveram motores sem compressão, também conhecidos como atmosféricos. Tais motores diferem em muito dos motores  DKW de qualquer geração. Os motores de dois tempos são posteriores aos de quatro e nasceram da vontade de seus inventores de produzirem motores eficientes livres do subjugo da patente de Otto. A história tem vários personagens. É é quase unanimidade a opinião de que o motor de combustão não é obra  de um só inventor, mas, fruto da coesão de vários inventos distintos e aperfeiçoamentos sucessivos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quadricycle Ford 1896, já pensou em ter um novinho na garagem? Isso é possível, conheça a réplica produzida na Espanha do primeiro carro de Henry Ford!

Réplica fiel do primeiro carro de Henry Ford - Imagem do site do fabricante: Quadricycle 1986

No último post, deixei um vídeo do YouTube com uma réplica fiel do primeiro carro de Henry Ford construído em 1896, um quadriciclo de 2 lugares. Só depois da postagem, é que lí, no site do fabricante, que são aceitas encomendas do modelo fabricado artesanalmente. Mais que isso, o exemplar pode ser enviado para qualquer país onde o interessado estiver. 
Então, resolvi pedir mais informações pelo e-mail indicado. Solicitei informações sobre o motor, que também pode ser vendido separadamente.
Recebi resposta subscrita pelo Sr. Antonio Perez, pelo qual fiquei sabendo que eles já venderam alguns exemplares de motores a universidade e escolas. Também têm atendido a muitos interessados em utilizar o motor em outras réplicas. Outra possibilidade é a aquisição do veículo completo. Na qual fiquei bastante interessado. Ainda segundo ele, os cilindros motor recebem tratamento térmico, conferindo alta durabilidade ao motor.