quinta-feira, 28 de julho de 2011

A ESCOLHA DO MOTOR [post 004 - com dois vídeos motores antigos]


Um motor comtemporâneo do FIAT 3 ½ HP


Estou de volta, olá pessoal. Bom encontrá-los novamente aqui.
Vou falar hoje do motor que vai movimentar á réplica e como cheguei a sua escolha, antecipando parte do que falaria só no domingo. Não vai dar para fugir dos dados técnicos, então vou tentar ser breve.

Pois bem. A escolha e compra do motor foi algo que não me tomou tempo. Mas, vou iniciar falando um pouco sobre o que apurei sobre o motor do FIAT 3 ½ HP. Esse modelo tinha um motor a gasolina de dois cilindros em linha dispostos horizontalmente na traseira do veículo com refrigeração à água, desenvolvia sua potência máxima a cerca de 400 rpm, podendo atingir até 800 rpm. Seu deslocamento era de 679 cm³ e a potência máxima ficava em torno de 4 HP. Não contava com facilidades para partida, tinha que ser no braço ou no emprurrão.


Nesse tempo os motores não eram totalmente fechados como hoje, muitas peças móveis ficavam a vista. Impressionte era ver o virabrequim gerando o movimento rotativo a partir do vai e vem das tirantes descobertas. Exigiam manutenção diária para uso normal. A intervenção mais comum era na lubrificação, pois diferente dos atuais, não utilizavam óleo em circuito selado, em vez disso utilizavam graxa. Haviam os chamados graxeiros nos vários pontos de atrito que necessitavam de reabastimento constante.

Certa feita, ví um motor com muitas dessas características, mas estacionário e alimentado à gás. Ví funcionando na Universidade Federal da Paraíba, na unidade de Areias.
Para mim foi um espetáculo ver tantas peças a mostra num movimento sincronizado, gerando um batuque agradável em compasso lento e suave, mas com muita, mas muita força. Também pude conferir dos cuidados, acionamentos e verificações necessárias antes de se colocar uma máquinas dessas em operação.
Como o motor já não era utilizado normalmente, foi posto em funcionamento especialmente por conta da nossa visita. Eu era estudante secudarista e havia ido fazer uma pesquisa para um trabalho de feira de ciências.  Estava com um vizinho e amigo, estudante de engenharia que gentilmente me acessorou na visita. Acompanhamos a sequência que no roteiro incuia passagem por registros, visores e graxeiros.

Êta, boa lembrança me veio. Nessa linhas, de agora, revivi um pouco aquele dia. Lembro que sai da Universidade muito contente. Era adolescente, estudante de curso técnico. Minha pesquisa era sobre biogás, inclusive na feira de ciências eu e o colega Ulisses, hoje filósofo, montamos um biodigestor com tonéis.
A alegria teve várias motivações; a atenção com que fomos recebidos, as explicações detalhadas, a exposição e demonstrações dos sistemas em funcionamento...  inesquecível para um adolescente.
Saí de lá com algumas apostilas debaixo do braço, o ego nas nuvens e a tocado por muitos sentimentos bons.

E agora, peço desculpas, pois vou encerrar o post por aqui.
A emoção bateu forte. Pois os dois amigos que me proporcionaram a alegria daquele dia, já não estão mais entre nós. O amigo Cristovão que se foi muito cedo, pouco depois de concluir o curso de engenharia. E o professor, Prakasan também foi prematuramente, anos depois da nossa visita.

Estou indo pro trabalho agora, mas antes, vou deixar mais um vídeo de motor antigo. Até amanhã então, se Deus assim permitir.


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