quinta-feira, 28 de julho de 2011

A ESCOLHA DO MOTOR - segunda parte [post 005 - com vídeo de uma réplica muito legal]


Imagens em dois ângulos do motor escolhido [ fonte: site do fabricante]


Olá pessoal. De volta ao nosso encontro. Quero externar que tem sido muito agradável para mim esses rápidos minutos. E nesses quatro posts anteriores, percebi que não adianta planejar muito, e ainda menos, anunciar com muita antecedência do que vou falar. Quando começo a escrever, os caminhos das linhas vão se bifurcando e se multiplicando, não dá para saber com precisão aonde vou chegar. No último post, isso me ficou bem claro.

Bom, hoje vou dar continuidade falando do motor escolhido. Não sei se consegui, mas, no texto anterior, tentei chamar a atenção para o fato de que o motor do modelo que vamos replicar difere muito dos atuais em detalhes de construção e no regime de trabalho.


Para frisar o abismo que separa as duas gerações, vou citar a comparação em que a rotação de marcha lenta dos motores atuais é muito mais alta que a do motor daquele FIAT de 1899 em regime de potência máxima. Os motores automotivos atuais giram na marcha lenta a aproximadamente 1.000 rpm. O motor do FIAT fornecia sua potência máxima a cerca de 400 rpm. A relação "tamanho x potência" fornecida também mudou muito em favor dos atuais. Para um mesmo peso equivalente, os atuais fornecem potências dezenas de vezes maiores.

Como não penso em replicar o motor, pelo menos na primeira versão, decidi que o me guiaria na escolha seria o valor de potência máxima semelhante ao modelo original, a curva de fornecimento de potência das mais planas, dentre os disponíveis, e regimes de rotação de trabalho dos mais baixos.

Fiquei com o motor estacionário da Honda, um monocilíndrico com 163 cm³ de deslocamento e potência máxima de 5,5 HP a 3.600 rpm. Esse motor é muito utilizado em mini veículos infantis. A versão que comprei traz duas facilidades; partida elétrica e dois magnetos [geradores de energia elétrica] com saída de 12 Volts. Um exclusivo para recarga da bateria e outro para utilização dos faróis. Na verdade, foi desenvolvida para atender o mercado de mini veículos. Tem fama de bastante confiável e dispõe de ampla rede de assistência técnica com a qualidade já bastante reconhecida.

Como esse motor atende nicho de mercado, não estava disponível na revenda local. O que não foi problema, solicitaram no primeiro contato, mesmo sem nenhum sinal, e em poucos dias estava disponível. Comprei-o ainda com preço promocional. E antes do planejado, a primeira peça do lego estava escolhida. Se valendo da analogia do genial Henry Ford, de que o motor é o coração do carro, posso dizer que o coração desta réplica começou a bater forte bem cedo. Vejo como bom sinal. Não acham?

Bem pessoal como o post de hoje foi um tanto carregado de números e conceitos técnicos, vou tentar compensar com um vídeo de uma réplica que encontrei na internet e achei muito legal. O autor a dotou de propulsão híbrida, tração elétrica e carga de baterias por motor a gasolina. Bastante engenhoso. Vejam no vídeo a suavidade do rodar...





Espero que tenham gostado. Segue o link do site da réplica. Recomendo a visita, pois achei o autor muito engraçado nos seus textos, além claro de muito engenhoso.

Abraços e até amanhã, se o bom Pai assim permitir.
[hora do post; 21:47]

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